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BNDES financia e incentiva a Pesquisa Clínica no Brasil

27 de novembro de 2015 - 21:29 / Notícias

Greyce Lousana (*) – A pesquisa clínica se destaca cada vez mais no cenário mundial da evolução da saúde humana, seja nas biociências, na biomedicina, no desenvolvimento de produtos biológicos, na engenharia genética, nas investigações com células-tronco, na fármaco-genética etc. Enfim, para tudo o que se destina ao uso por seres humanos é imprescindível que sejam feitos estudos em qualquer área do conhecimento, cuja aceitação não esteja ainda consagrada na literatura científica.
O principal objetivo da investigação científica envolvendo seres humanos é aprimorar os processos profiláticos, diagnósticos e terapêuticos e entender a causa e patogênese da doença. O ensaio clínico obedece a padrões éticos que protejam a saúde, os direitos e respeito pelo ser humano, cujo bem estar deve predominar sobre os interesses da ciência.

Como resultado, os pesquisadores poderão alcançar conhecimento científico acerca do desenvolvimento de novos produtos, procedimentos ou métodos de abordagem de problemas que afetam a saúde do ser humano.

O Brasil é um dos países que menos gera patentes no mundo

Nesse cenário a SBPPC – Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica – entidade civil sem fins lucrativos, atua há mais de uma década contribuindo para o desenvolvimento da pesquisa clínica no Brasil. “Nos últimos anos temos observado um aumento no número de pesquisas clínicas no Brasil, dentro das políticas públicas que incentivam o seu desenvolvimento e inovação tecnológica. O Brasil é um país muito atrativo para pesquisas clínicas por sua diversidade de raça e cor, além de sua “expertise” num ambiente regulado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Entretanto, ainda estamos muito aquém do padrão ideal na geração de patentes nacionais. O Brasil é um dos países que menos gera patentes no mundo, dependendo assim da indústria farmacêutica multinacional” enfatiza Dra. Conceição Accetturi Presidente da SBPPC.

A patente é um direito legal de proteção à propriedade intelectual, que visa garantir ao autor os direitos de reprodução e comercialização e lucros de seu invento. No caso de medicamentos, fatores sociais e econômicos podem prevalecer sobre esse aspecto, estabelecendo discussão sobre a possibilidade de quebra de patente. O Ministério da Saúde tem se empenhado em promover uma profunda reforma no sistema de saúde do país. Uma das estratégias é a universalização dos medicamentos, através da aprovação da quebra de patentes de vários medicamentos visando a baixa de preços de medicamentos patenteados no exterior.

Neste sentido, a SBPPC convidou o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico – para participar do XI Encontro Nacional de Profissionais de Pesquisa Clínica, que acontece no próximo dia 20 de março em São Paulo. PEDRO PALMEIRA, Diretor do Defarma – Departamento de Produtos Intermediários Químicos e Farmacêuticos – abordará o tema: “O PANORAMA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA BRASILEIRA, O CENÁRIO DOS TESTES NÃO CLÍNICOS E A ATUAÇÃO DO BNDES”. O BNDES vem se empenhando em financiamentos dentro da linha de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) para a indústria farmacêutica nacional.

EVENTO: XI Encontro Nacional de Profissionais de Pesquisa Clínica
Data: 20/3/10 das 08h00 às 18h00
Local: NOVOTEL São Paulo Center Norte, Avenida Zaki Narchi, 500, Vila Guilherme/São Paulo.

Informações: www.sbppc.org.br

(*) Autora: Dra. Greyce Lousana, Bióloga, Mestre em Neurociências, Médica Veterinária e Presidente Executiva da SBPPC.